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Casa da Sãozinha
14-APR-2007

Casa da Sãozinha

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Ref. DSCF4402-DVDFUJI0037/5 - http://www.pbase.com/image/77257465
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Original: 24x36cm @ 300dpi

Para quem não sabe, entre as figuras ilustres da nossa terra, a Sãozinha ocupa um lugar especial no coração dos gavionenses. Maria da Conceição Fróis Gil Ferrão de Pimentel Teixeira, ou simplesmente Sãozinha, se fosse viva celebraria este ano (2007) oitenta anos. Quis o destino que deixasse a terra aos dezassete anos, morrendo em odor de santidade e, passados sessenta e três anos após a sua morte, com milhares de graças atribuídas à sua intercessão.
Filha de Alfredo da Silva Pimentel, natural de Gavião, e de Maria Luísa Fróis da Silva Gil Ferrão de Pimentel, natural de Alenquer, Sãozinha nasceu a 1 de Fevereiro de 1923, em Coimbra. Embora a mãe de Sãozinha desejasse que o baptismo fosse o mais rápido possível, só a 12 de Abril se pode realizar a cerimónia, na igreja paroquial de Gavião, em atenção à sua avó paterna que vivia nesta vila.
Por parte da mãe, a Sãozinha descendia, pelo lado da avó materna, de duas famílias fidalgas: a dos Pessoas a dos Amorins, que viriam a fixar-se em Alenquer. A ascendência paterna vinha da união de duas famílias nobres: os Pimentel e os Teixeira. Da nobre estirpe dos Pimentéis descendem D. Nuno Álvares Pereira, a Sereníssima Casa de Bragança e grande parte das Casas Reais europeias. Da família dos Teixeira, uma das mais antigas e ilustres de Espanha, deriva D. Tafez Serracin, rico-homem e senhor de Lanhoso, da casa militar do Conde D. Henrique e descendente de D. Favila, Rei das Astúrias. Um dos descendentes desta família, Serafim Maria Pimentel de Teixeira, natural de Alvaiázere viria a casar-se com Maria Capitolina Conceição e Silva Pimentel, natural de Gavião, que viriam a ser os avós paternos de Sãozinha, estando agora explicada a sua ligação à vila de Gavião.
Precoce e inteligente, sempre preocupada com o próximo, Sãozinha teve uma infância igual à de tantas outras crianças, mas cedo aprendeu a viver os sofrimentos dos outros, dos pais e dos estranhos. Quando em Abril do ano de 1929, Sãozinha ingressou na escola em Abrigada, Alenquer, onde sempre viveu com os pais, já sabia soletrar e escrever o seu nome. Receando os pais pô-la em contacto com outras crianças, esta aluna exemplar, tão precoce no raciocínio respondeu-lhes que “gostaria de estudar junto às mais pobres, pois, como a respeitavam, não diriam nomes feios ao pé dela e, se os dissessem saberia ensinar-lhes que era pecado”. Uma vida curta cheia de virtudes cristãs que teria o seu término no dia 6 de Junho de 1940, depois de longa agonia, no hospital de S. Luís, em Lisboa. Está sepultada, em jazigo-capela, no cemitério de Alenquer.
Logo a seguir à sua morte começaram a propagar-se os chamados perfumes da Sãozinha. Trata-se, ao que parece, da manifestação da presença da Sãozinha que, por meio de perfumes suavíssimos de flores quer indicar que trata junto de Deus de obter graças para os que a invocam. A obra de caridade em memória da Sãozinha, intitulada Instituto de Beneficência Maria da Conceição Ferrão Pimentel, conta actualmente com cinco casas: duas, em Abrigada, uma na casa onde viveu Sãozinha e, a outra, junto à igreja proquial; uma em Alenquer, a casa de Gavião, oferta dos sobrinhos do pai da Sãozinha, e a casa de S. Martinho do Porto, antiga casa de férias da família.
( http://www.cm-gaviao.pt/Arquivo_Municipal/Saozinha.htm )


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