Cronologia (1)
1064 - reconquista definitiva de Coimbra por Fernando Magno; instalação da sede do bispado; 1108 / 1110 - renovação da igreja-catedral; 1117 - ataques muçulmanos a Coimbra com provável destruição do templo; 1162 - início da construção do actual edifício, já com abóbadas de pedra, sob o bispo D. Miguel Salomão, possívelmente no local da primitiva catedral; 1184 - iniciou-se o culto regular, mas os trabalhos continuaram pelo séc. seguinte; 1218 - iniciaram-se as obras do claustro, custeadas quase integralmente pelo rei D. Afonso II; 1500, cerca - Instituição da Irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia de Coimbra; 12 Setembro - carta de D. Manuel dirigida ao Juiz, Vereadores e homens bons de Coimbra, respondendo a uns "apontamentos" que lhe haviam sido enviados sobre certas coisas que requeriam, "para se mais cumpridamente fazerem as obras de Misericórdia", não consentindo que os oficiais tomassem conta dos hospitais, albergarias e Confrarias antigas que existiam na cidade; dava-se-lhe Compromisso com os mesmos privilégios concedidos à Misericórdia de Lisboa e, como esta, começou com 100 Irmãos; a Irmandade teve o seu primeiro assento na capela de Santa Cecília, a segunda do lado nascente do claustro da Sé de Coimbra; 1501- Bispo de Coimbra, D. Jorge de Almeida, autoriza a Misericórdia a fazer peditórios em todo o bispado; 1510 - D. Manuel ordena ao tesoureiro da Sé, provedor do novo hospital real, para entregar à Misericórdia a casa do hospital de São João de Santa Cruz, incluindo camas se as tivesse ainda; 24 Junho - tomada de posse do Hospital; 1512 - D. Manuel pretendeu conceder à Misericórdia o Hospital Real de Coimbra; 1526, 14 Maio - escritura de contrato entre o Provedor da Misericórdia Rui de Sá Pereira e os Irmãos da Mesa e o Prior e Beneficiados da Igreja de São Tiago, para se trasladar a Irmandade para aquela igreja, vindo a ocupara a casa que então servia de celeiro; Séc. 16 - revestimento da igreja com azulejos hispano-mouriscos, cuja compra foi tratada pelo escultor flamengo Olivier de Gand, que foi a Sevilha, ao bairro de Triana, comprá-lo a Fernan Martinez Quijarro e Pedro de Herrera; Mestre Olivier de Gand recebeu 50 000 reais à conta dos 200 000 que o cabido da Sé tinha prometido para a feitura do retábulo; 1570, 26 Janeiro - contrato com Álvaro Cardoso, organeiro do Porto, para a feitura do órgão; 1583 - 1584 - construção da capela de D. Duarte de Melo da autoria do Mestre Tomé Velho (Pedro Dias, 1991), com pinturas atribuídas ao 2º mestre de Santa Clara (Víctor Serrão, 1991); 1601, Fevereiro a Maio - Salvador Rebelo faz vários consertos nos órgãos grandes e no pequeno; 20 Agosto - o Cabido da Sé elege Francisco Fernandes como pedreiro da obra; 1605, 5 Outubro - contrato para afinação anual e arranjo do órgão, pela quantia de 40 cruzados e 10 alqueires de trigo;